CAPÍTULO:Orientação profissional numa escola particular: de atividade extraclasse à grade curricular do ensino médio

Carla Pena Couto

[singlepic id=54 w=320 h=240 float=left]Nos últimos anos, o aumento da diversidade de escolhas para o ingresso no Ensino Superior (normalmente esta é a opção de continuidade da vida acadêmica dos alunos quando terminam o Ensino Médio nas escolas particulares), a instabilidade da economia brasileira e a, conseqüente, instabilidade do mercado de trabalho, somados à pouca ou nenhuma informação concreta que a maioria dos jovens possue, percebe-se o aumento da demanda do trabalho de Orientação Profissional.

 

Como agravante desta demanda, no sistema educacional brasileiro, a fase de escolha profissional comumente acontece na adolescência, e segundo Bohoslavsky (1995, p. 61), “todo adolescente é uma pessoa crise, na medida em que está desestruturando e reestruturando, tanto seu mundo interior como suas relações com o mundo exterior.” É um momento de descobertas, mudanças hormonais, dúvidas, egocentrismos, angústias, medos e ansiedades. Período complexo vivido pelo ser humano, com uma turbulência acentuada pela pressão da escolha profissional. Desta forma, o que fazer com estes jovens? Qual o papel da escola frente a este universo?

 

De acordo com Moreira (2000, p. 134): “As escolas brasileiras, da maneira como estão planejadas e estruturadas, não contribuem nesse processo de decisão. Há uma tendência de massificar o corpo discente, anulando a individualidade do aluno, deixando-se assim de adaptar o conteúdo das aulas à realidade do mundo do trabalho.”

 

Porém, Oliveira (2000, p. 98), com toda a sua vasta experiência com Orientação Profissional no espaço escolar afirma: “É verdade que uma pequena parcela de jovens procura ou tem acesso à orientação profissional na modalidade eficiente e realmente significativa, capaz de contribuir plenamente na construção de uma escolha profissional consciente. Sendo assim, a escola ocupa o melhor e mais abrangente lugar (possível a todos os alunos) para a viabilização da orientação vocacional e profissional dos jovens.”

 

A sala de aula pode ser um espaço onde o aluno aprende a falar, a ser ouvido e a ouvir. Pode ser um momento de formação da sua consciência crítica, de contribuição na construção de seus valores e do seu amadurecimento como pessoa para as suas futuras escolhas.

 

Ao perceber esta realidade, uma instituição particular de ensino de Belo Horizonte, Colégio Magnum Agostiniano, implantou o Serviço de Orientação Profissional. Este trabalho descreverá a história e a experiência de intervenção da Orientação Profissional fora e dentro de sala de aula.

 

Desta forma, este capítulo tem o intuito de compartilhar com os colegas da área de educação e de OP mais uma experiência de atuação de uma orientadora profissional dentro da rotina e, até mesmo, inserido na grade curricular de um colégio.

 

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